A Pandemia do Coronavírus (Covid-19) causou medidas de distanciamento e isolamento social. Isso fez com que muitas empresas e pessoas se adaptassem à uma nova realidade: o mundo online. Essa é a tal da “Transformação Digital”.

A transformação digital já era uma tendência, mas a quarentena acelerou o processo. Fazendo com que empresas dos mais diversos segmentos aderissem. E a Hdom não vai ficar de fora.

A Hdom “nasceu” para oferecer serviços especializados (de inteligência) sobre manejo florestal. Desse modo, acreditamos que nossa presença digital deve ser focar na “criação de conteúdo”. No entanto, surgiu a primeira dúvida: Como gerar conteúdo, sem impactar o modelo de negócios da empresa?

A resposta viria no noticiário. Mesmo depois de uma mega operação do Ministério Público Federal (Arquimedes), durante a pandemia, foram deflagradas duas operações policiais, nos âmbitos estadual e federal. Ou seja, ainda se insiste na produção madeireira ilegal. Assim, compartilhar inteligência florestal também pode colaborar com a preservação da floresta amazônica.

Então, surgiu uma segunda questão: O que leva à produção ilegal de madeira? O risco deveria ser compensado pelo “prêmio”, mas o preço da madeira ilegal é irrisório perto do valor real que ela possui.

Talvez, a abundância da Amazônia gere um senso de perpetuidade. Que, por sua vez, inibe a “necessidade de otimizar o uso” desse espaço. Ou, pode ser explicado pela cultura local/regional, traduzida pela palavra: “mato”. Atribuída à floresta, o “mato” é sinônimo de “subdesenvolvimento”.

Desse modo, a Hdom traçou um novo objetivo: contribuir para alterar esta percepção. Temos experiência e competência para olhar clinicamente a floresta e encontrar riquezas e formas de extraí-las sustentavelmente (no sentido pleno da palavra).

Hoje, a Hdom reconhece a utilidade e alcance da internet, das mídias sociais e a necessidade ter uma presença digital ativa. Chegamos à conclusão de que a Hdom precisa ter um espaço para expor seu conteúdo. De maneira imparcial, impessoal e racional.

Desse modo, criamos este espaço digital para a expressão de opinião e estudos florestais específicos. Nossos textos serão baseados em conhecimento técnico-científico. E mais, teremos a ajuda de nossos parceiros: o Laboratório de Manejo Florestal (LMF) e o Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (LAPSEA), ambos do INPA. Neste blog, iremos abordar temas da sustentabilidade, floresta amazônica, oportunidades entre outros assuntos.

Esperamos poder contribuir. Seja por meio da reflexão coletiva ou oferecendo nossos serviços aos clientes. O desenvolvimento sustentável não tem dono, nem patrono. É uma ação coletiva. O Amazonas tem 1,5 milhões de km², há espaço para todos trabalharem. Vamos juntos, pois o que essa quarentena nos mostrou é que “estamos no mesmo barco”.