Apesar da beleza e exuberância da região amazônica, a ideia não é caracterizá-la com um adjetivo carinhoso. O acrônimo F.O.F.A. significa: Fortalezas, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. Também é possível encontrar em inglês por meio da sigla SWOT.

A Amazônia é muitas vezes associada exclusivamente à floresta. Não é por menos, pois é a característica mais vistosa. No entanto, a região é muito mais que um “conjunto de árvores”.

Ainda assim, a região oferece uma gama de Oportunidades incríveis. Especialmente quando se está apoiada em bordões e narrativas apelativas. Associar um produto e/ou serviço ao nome “Amazônia” dá um “tcham” a mais. Lembrar que, muitos dos produtos/serviços são disponibilizados por “populações tradicionais/ribeirinhas/indígenas”, dão o segundo “tcham” a mais. Embrulhar estas duas características com “desenvolvimento sustentável” sela o “tcham tcham tcham” de qualquer negócio.

Fortalezas: Trata-se das características positivas que temos controle.

O nome “Amazônia” é muito atrativo, fácil de lembrar, “sexy” e estará sempre associado à um certo misticismo.

“Liquidez”: Desenvolvimento e Melhoria de Qualidade de Vida de populações tradicionais, são “produtos” que possuem um valor social a mais, tendem a alcançar um certo status diferenciado no mercado, tanto no valor quanto na liquidez, ou seja, é mais fácil de “vender”.

Oportunidades: Trata-se das características positivas, das quais não possuímos controle.

Amplo espaço (físico e mercadológico) de ampliação e diversificação. Muitos produtos ainda não foram colocados “na prateleira”, mas estão disponíveis.

Produtos/Serviços exclusivos da região.

Segmentos da economia diversificado – fármacos, cosméticos, alimentícios, estruturais, química fina, minério, turismo etc.

Porém, infelizmente, para cada Fortaleza/Oportunidade, há (praticamente) uma Fraqueza/Ameaça. Toda iniciativa empreendedora possui risco. Analisar precisamente os riscos é fundamental para tomada de decisão. Quanto maior o risco, em tese, deve-se haver um “prêmio maior”. No caso de investimentos em empreendimentos na Amazônia, não é diferente.

Fraquezas: Trata-se das características negativas que temos controle.

Diversidade do ecossistema. Influi na escala da produção. Para exemplificar: nos rios amazônicos já foram registrados e catalogados +1,3 mil espécies de peixes. Mas, apenas 36 possuem algum tipo de interesse econômico. Portanto, ao considerar uma pesca extrativista, a probabilidade de se pegar um peixe de interesse econômico é substancialmente inferior do que pescar um sem interesse. Isso sugere uma relação “Custo x Benefício” não muito atrativa.

Infraestrutura incompleta e insuficiente para manufatura. O maior valor unitário está nos produtos beneficiados. A comercialização de produtos in natura possui inúmeras restrições que podem resultar em oportunidades perdidas.

Ausência de Mão de Obra Especializada, especialmente nos municípios mais afastados da capital.

Ameaças: Trata-se das características negativas, das quais não possuímos controle

Insegurança jurídica fundiária. Talvez A principal ameaça da região. A falta de áreas/imóveis rurais sem a devida documentação de titularidade, implica em diversos impedimentos legais, desde a regulamentação de uma atividade até aquisição de investimentos.

Clima, solos e extensão territorial. São como são e devemos considerar estas características locais. Um exemplo: os solos da região da Amazônia Central são classificados como “Latossolos Amarelos”, caracterizados por uma baixa disponibilidade de Macro nutrientes e pH ácido. Nada atrativo para culturas agrícolas “tradicionais” (soja ou milho, por exemplo).

No fim das contas, é necessário exaltar e extrair o máximo das F.O.’s e minimizar, mitigar e evitar as F.A.’s. Mas, a contar com as características da região (diversidade), é primordial que se analise caso-a-caso. Para isso, recorra a serviços especializados de análise e estudos de viabilidade. Estes irão contribuir para o sucesso de qualquer iniciativa empreendedora. A equipe Hdom conta com profissionais experientes e capacitados para analisar, propor e gerir o melhor uso do recurso natural.